Foi aberta uma nova investigação a Eric Olhats, antigo mentor e recrutador de Antoine Griezmann, para identificar possíveis crimes sexuais contra menores que não foram incluídos no processo que levou à sua condenação no ano passado, afirmou Mariel Garrigos, procuradora de Bayonne.
Garrigos disse à Agence France-Presse que crimes distintos, até então não divulgados, poderiam levar a um novo processo. A investigação surgiu na sequência de uma denúncia de Colette Capdevielle, deputada socialista que representa os Pyrénées-Atlantiques. Capdevielle levantou suspeitas de utilização de drogas para facilitar abusos depois de ler um livro que noticiava a descoberta de 443 comprimidos ansiolíticos na casa de Olhats durante uma busca realizada em 2022.
A apreensão de medicamentos guardados num cofre tinha sido mencionada durante a investigação anterior, mas a sua quantidade e finalidade não foram especificadas. Na altura, foi arquivada uma queixa separada que alegava violação mediante administração de uma substância.
Olhats, de 63 anos, está a cumprir uma pena de seis anos imposta no ano passado por crimes sexuais contra menores e corrupção de menor envolvendo seis jovens futebolistas. Os crimes ocorreram entre 1997 e 2002 e, novamente, em 2021 e 2022. Negou as acusações durante o julgamento, mas não recorreu.
Separadamente, foi apresentada uma queixa em Bordéus, em meados de outubro, por alegados atos sexuais envolvendo um menor no final da década de 1980. O queixoso, que tinha oito anos na altura, afirmou que a alegada agressão ocorreu durante um estágio de futebol em Soulac-sur-Mer, segundo o jornal regional Sud Ouest. Identificou Olhats como o alegado autor apenas depois da cobertura mediática do julgamento, no ano passado. Renaud Gaudeul, procurador de Bordéus, afirmou não conseguir determinar se as acusações tinham prescrito.
Em 1991, Olhats já tinha sido condenado a um ano de prisão com pena suspensa, com a obrigação de se submeter a tratamento, por atentado ao pudor contra um menor em Soulac-sur-Mer. Admitira ter tocado em jovens futebolistas durante um estágio de treino, mas mais tarde retirou essas declarações, alegando que tinham sido feitas sob pressão policial.
Olhats era conhecido por ter descoberto Griezmann em 2005 e aconselhou o internacional francês até 2017. Griezmann disse aos investigadores de Bayonne que nunca tinha sido vítima nem testemunhado esse tipo de comportamento.
Fontes: Le Monde Sport.