Tenerife está de luto pela morte de Jesús de Miguel, avançado de 30 anos do clube, que morreu devido aos ferimentos sofridos num choque com o guarda-redes do FC Andorra, Jesús Owono, durante o jogo de segunda-feira. As homenagens levaram centenas de pessoas ao Estádio Heliodoro Rodríguez López, onde os adeptos deixaram flores, velas, cachecóis, fotografias, mensagens e desenhos de crianças junto ao portão nove.

De Miguel tornou-se uma figura popular no Tenerife, marcando 11 golos na sua primeira temporada, em que o clube garantiu a subida à segunda divisão do futebol espanhol. Adeptos, residentes e visitantes reuniram-se em silêncio no estádio para se lembrarem dele.

Lisa e Lee, que visitavam Tenerife vindos de Stoke-on-Trent, assistiram ao jogo de segunda-feira e regressaram na quarta-feira para deixar uma camisola do Port Vale entre as homenagens. Disseram à BBC Sport que foi profundamente comovente ver jogadores a chorar e a rezar no relvado. «O futebol não tem cores», disse Lisa, descrevendo a perda como algo que os adeptos sentiriam como se tivesse acontecido a um membro da sua própria família.

Carlos, jogador da equipa de pessoas com deficiência da Fundação Tenerife, disse que De Miguel ajudou a moldar a história recente do clube. Descreveu o avançado como alguém que dera tudo pela camisola e disse que a equipa estava «profundamente magoada e muito triste». Carlos também manifestou o seu apoio à família de De Miguel.

Poli Suárez, ministro da Educação e do Desporto das Canárias, disse que o clube e o desporto canário estavam devastados. Afirmou que o governo apoiaria o clube, os seus jogadores e os adeptos, e observou que a ligação de De Miguel a Tenerife fizera dele parte da história desportiva das ilhas.

Está prevista uma nova homenagem no estádio no sábado, às 18:00 GMT. Suárez disse que será uma oportunidade para os adeptos homenagearem De Miguel e demonstrarem solidariedade com a família.

Fontes: BBC Sport.