Charles Caudrelier pôs fim à sua tentativa de vencer a Route du Rhum pela segunda vez, abandonando a regata na terça-feira, 3 de novembro, apenas dois dias após a largada da 13.ª edição. O velejador de 52 anos e a sua equipa decidiram que ele deveria regressar a Lorient, o seu porto de origem, onde se esperava que chegasse durante o fim de semana.

Caudrelier começou com cautela e teve dificuldades nas manobras, mas na segunda-feira alcançou a dupla da frente: Tom Laperche, no SVR-Lazartigue, e Armel Le Cléac’h, no Maxi-Banque-Populaire-XI. No entanto, pouco antes das 5h de terça-feira, percebeu que o seu trimarã estava a avançar lentamente e não conseguia levantar voo, apesar das condições favoráveis à navegação em foils, informou a sua equipa.

Uma inspeção revelou danos graves no foil de bombordo, com partes arrancadas e danos no equipamento hidráulico associado. A equipa afirmou que o problema não podia ser reparado no mar nem numa paragem ao longo do percurso. O diretor da equipa, Cyril Dardashti, disse que os danos não foram causados por uma colisão com um objeto externo.

Caudrelier competia a bordo do novo Maxi-Edmond-de-Rothschild, também conhecido como Gitana 18. Disse que a edição de 2026 não proporcionaria a repetição da vitória que esperava, mas que o breve período no Atlântico ajudara a definir o rumo futuro do barco. O trimarã fora lançado sete meses antes da regata, após vários anos de desenvolvimento.

Dardashti descreveu o abandono como uma grande desilusão, mas afirmou que o Gitana 18 estava apenas no início da sua vida no mar. A equipa tinha percorrido menos de 10.000 milhas com o barco, muitas delas com apenas um dos dois foils instalado, e Caudrelier tivera poucas oportunidades de praticar a navegação a solo a bordo dele.

Fontes: Le Monde Sport.